sexta-feira, 5 de junho de 2009

EXEMPLO DE MANIFESTO

Aproveitando o momento de confronto entre o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc e a senadora Katia Abreu (representante dos interesses dos agricultores), coloco abaixo o Manifesto Amazônia para sempre, que pode ser assinado no endereço http://www.amazoniaparasempre.com.br/

  • Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.


  • Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.


  • Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.


  • Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.


  • Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:
    "A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"


  • Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!
    É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.
    SOMOS UM POVO DA FLORESTA!

3 comentários:

  1. Olá Eliana,
    Só gostaria de parabenizá-la pelo blog. Conteúdo bem interessante, principalmente para os vestibulandos da UEM que se assustam com aquela lista de gêneros textuais (eu, por exemplo). =P

    Até,
    Ricardo Kenji.

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  2. Muito bom o conteúdo. Eu estava desesperado pois não entendia muito bem o processo de desenvolvimento de um manifesto e começarei a enfrentar vestibulares essa semana. :(

    Grato,
    Alisson Colombi

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  3. Parabéns! O blog contém uma rica ajuda aos vestibulandos, não só da UEM, como também do novo modelo da UNICAMP.

    Muito obrigada,
    Amanda de Andrade

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